25 de novembro de 2009

COMO CONDUZIR UM TALENTO


Como conduzir corretamente um talento da música.


Quem não fica admirado ao ver uma criança talentosa?

Os alunos que se situam na faixa percentual correspondente aos 15 – 20 % superiores da população escolar secundaria, são considerados talentosos.

A criatividade vem sendo considerada como um aspecto importante da superioridade intelectual, e a música aflora estes aspectos.

Uma determinada porcentagem de crianças pode demonstrar desde cedo condições especiais para compreensão, execução e criação musical. Certas condições afloram em maior ou menor grau nos diversos tipos de indivíduos, por obra de um claro impulso interno e por ação de estímulos externos que atuam como desencadeantes.

Graças a inquietude do saber que impulsiona certas crianças, elas chegam ao domínio do instrumento e à compreensão musical em geral bem cedo.

Convém aos pais e professores detectar desde cedo o verdadeiro talento musical para poder seguir sua evolução natural e ao mesmo tempo dar uma orientação adequada.

Ao pedir que uma criança cante uma melodia é possível determinar vários indícios de musicalidade precoce:

Afinação / Capacidade para continuar uma melodia interrompida em qualquer tom / Fazer transporte cantando / Facilidade para descobrir semelhanças no ritmo e na melodia de diversos temas e canções / Poder de concentração e segurança necessária para não deixar-se influenciar por uma segunda voz que é percebida simultaneamente / Capacidade para captar detalhes sutis como mudanças dinâmicas, timbrísticas dentro da música que escuta.

Ao pressentir o talento na música é muito importante que seus responsáveis cuidem para que a criança não fique pensando ser algo que ainda não é.

É bastante excepcional que entre 3 e 4 anos de idade, uma criança por mais dotada que seja, manifeste a necessidade de começar um estudo sistemático da música. O normal é que a criança satisfaça naturalmente suas inquietudes musicais em grupos onde de cantam canções de roda, se praticam movimentos rítmicos e se usam instrumentos de percussão.

Se começar no instrumento, que seja uma atividade ocasional, não sujeita a horários de nenhuma espécie, e se os pais tiverem condição de responder e ensinar os primeiros conhecimentos musicais – é o ideal.

A criança tem todo o direito de brincar, e se ela quer brincar com música, que parta dela esse interesse.

Crianças descobertas com extremo talento são muitas vezes “exploradas” pelos pais. Estes exigem do pequeno talento um ritmo de estudo e dedicação acima do que a idade suporta.

ATENÇÃO: Não existe talento que justifique a perda e o sacrifício da INFÂNCIA.

É mais importante que pais e professores saibam conservar, cultivar e incentivar o rico talento musical que essas crianças possam oportunamente trazer consigo.

Com o tempo a criança terá oportunidade de aprender os delicados problemas teóricos e instrumentais, dedicando-se com total convicção e maturidade.

Um bom professor e pais especialmente sensíveis às necessidades internas de seus filhos podem contribuir e favorecer naturalmente este despertar das atitudes artísticas.

Até a próxima.

Adriano Machado

contato@maestroadrianomachado.com

24 de novembro de 2009

VIDEO GAMES LIVE 2009


O maior concerto de videogame do mundo, o Video Games Live, voltou aos palcos brasileiros pelo quarto ano consecutivo. Só este ano, o VGL já atraiu mais de 300 mil pessoas, passando por cidades como Los Angeles, Taiwan, Seattle, Tóquio, São Francisco, Pequim, Viena e no Brasil.
Criado em 2005 nos Estados Unidos, pelo maestro Jack Wall e pelo compositor Tommy Tallarico, musicos compuseram temas de jogos como "Earthwom Jim" e "Myst" o evento interativo é uma proposta inovadora de concerto "Nosso objetivo é fazer com que a nova geração tenha a experiência de conhecer a performance de um orquestra Sinfônica. incluímos no show luzes sincronizada com videos , lazers e interatividade com o publico.
Diante de um telão onde são exibidos trechos de games, uma orquestra toca em sincronia com o jogo, levando a platéia ao delirio e a mistura de um concerto com a vibração de um show de rock.
A turnê realizada no Brasil nas cidades de Belo Horizonte, Salvador, Rio de janeiro e São Paulo, foi com a orquestra Simphonica Villa Lobos regida pelo maestro Italiano Emmanuel Fratianni. A orquestra e´comandada pelo maestro Adriano Machado que pelo terceiro ano faz essa parceria com o VGL no Brasil.

17 de novembro de 2009

MÚSICA E CINEMA


Música e cinema

Música e imagem sempre caminharam juntas no cinema. Mesmo na era do cinema mudo, pianistas criavam trilhas sonoras ao vivo durante as projeções nas salas de exibição mundo afora. A importância da música é tal que algumas pessoas afirmam que o áudio corresponde a 50% do prazer de se assistir a um filme.
Charles Chaplin era tão preocupado com a qualidade e a pertinência das músicas que acompanhariam as projeções das aventuras de Carlitos que ele mesmo compunha as trilhas sonoras de seus filmes mudos.

Nesta época surgiu um cineasta chamado Sergei Eisensteis, que encomendava suas trilhas sonoras para o consagrado compositor erudito Dmitri Shostakovich, que compunha grandes obras sinfônicas para os filmes.

Havia a necessidade de se colocar uma orquestra inteira dentro do cinema para se assistir a um dos filmes de Eisenstein conforme ele tinha os concebido.

As partituras criadas por Chaplin eram então enviadas junto com as películas para que os pianistas as executassem durante as projeções e não ficassem criando suas próprias composições, que muitas vezes poderiam comprometer o significado das cenas.

Mas o cinema só se daria conta da importância da trilha sonora com “Fantasia” (1940). A revolucionária animação criada por Walt Disney invertia a lógica do cinema até então e colocava imagens para interpretar músicas. Obras de Tchaikovsky, Mussorgsky e Schubert, entre outros, executadas pela Orquestra Sinfônica da Filadélfia, inspiraram sequências inesquecíveis de animação.

A magia das imagens e, para a época,o excepcional

som em estéreo impactaram a audiência e renderam 02

Oscars ao filme.

Não é à toa que muitos dos principais sucessos da

história do cinema são lembrados por suas músicas

temas ou trilhas sonoras.

Muitas vezes, a popularidade das músicas supera

a das imagens, do roteiro e do trabalho de atores e

diretores.

Abaixo algumas trilhas sonoras de filmes para o cinema

que ficaram marcadas.

1) Amor, Sublime Amor (West Side Story, 1961),

2) Os Embalos de Sábado à Noite (1977),

3) Purple Rain (1984),

4) O Guarda-Costas (1992),

5) Guerra nas Estrelas,

6) Titanic (1997)

Até a próxima.

Adriano Machado

27 de agosto de 2009

Um Fenômeno Social



Um Fenômeno Social
A música não pode ser entendida de forma separada do contexto cultural, pois através das suas práticas cada cultura diferentemente manifestam seus estilos e abordagens daquilo que entende por música, e o que representa na sua sociedade.
Existe uma propensão maior em aceitar certos padrões musicais, como a música sacra, a forma teatral de concerto, o que chamamos de musica popular, em oposição à musica como arte, música folclórica, entre outras.
Esta aceitação maior de um determinado estilo musical, muitas vezes populariza tanto e massifica tanto que até grandes gênios da música foram aoedrejados pelos mais conservadores. É o caso de Tchaikovsky, que foi por muito tempo considerado um compositor menor por alguns dos seus compatriotas, porque algumas das suas melodias eram consideradas simplistas e populares.
Ao analisar um estilo ou tendência musical deve-se ter extremo cuidado, e conhecer no mínimo alguns dados importantes, como contexto cultural da obra e autor.
Quando falamos sobre a música de um determinado grupo social, região ou época, fazemos referência a uma música específica que pode agrupar elementos diferenciados, e esta diferença cria um elo entre o músico intérprete, autor e seu público que automaticamente é remetido a uma cultura ou época que ele percebe ao mesmo tempo que ouve.
Alguns musicólogos arriscam dizer que mesmo que você goste muito de uma determinada obra, não poderá nunca sentir ou vivenciá-la como os membros da cultura para qual foi destinada.

Para encerrar quero contar uma história que li, e que ilustra bem este problema cultural:
Um indígena toca uma melodia em sua flauta de bambú. O músico clássico terá muito trabalho para imitar fielmente a melodia exótica, mas quando ele consegue enfim determinar as alturas dos sons, ele está certo de ter reproduzido fielmente a peça de música indígena. Porém o indígena não está de acordo pois o músico clássico não prestou atenção suficiente ao timbre dos sons.
Os sons mudam completamente em razão da construção de um instrumento.
A maior diferença provém dos parâmetros culturais. O mais importante para o indígena era o timbre, enquanto que para o músico clássico a altura do som.
O importante em música não é o dado natural, não são os sons tais como são realizados, mas a intenção ao reproduzi-los .
O indígena e o Profissional ouvem o mesmo som, mas ele tem um valor totalmente diferente para cada um, porque as concepções derivam de dois sistemas musicais inteiramente diferentes. O som em música funciona como elemento de um sistema.
Várias são as
realizações, mas o essencial em
música é que a peça possa ser
reconhecida e apreciada.
Até a próxima.
Adriano Machado
contato@maestroadrianomachado.com

12 de agosto de 2009

OUVINDO MÚSICA CLÁSSICA EM TRÊS ETAPAS



Ouvindo música clássica – 3ª Etapa
Chegamos a terceira fase da nossa proposta. Espero realmente que voces tenham aproveitado e que de alguma forma tenha sido útil.
Na medida do possível devem adquirir essas obras em áudio ou video. É importante ter uma pequena coleção em casa, uma vez que a música como qualquer outra arte pode e deve ser apreciada muitas e muitas vezes.
Na medida em que nos aplicamos vamos enxergando detalhes antes não percebidos, vamos tendo sensações antes não experimentadas.
Para esta etapa vou convidá-lo a um merecido passeio musical, e propor que separe um momento só pra você, sem nenhum tipo de distração. Ouça atentamente mais de uma vez cada uma dessas maravilhosas obras.
Esses gênios da música conseguem transpor limites, fazendo com que nosso sentido de dimensão seja totalmente alterado.
A terceira lista:
Bach – Suítes para violoncelo, Chaconne violino
Haydn – Quartetos de cordas
Mozart – Concerto p/ clarineta, Concertopara piano e orquestra nº 21 e o nº 25, A Flauta Mágica, Don Giovanni, Réquiem
Beethoven – Sinfonia Eróica, 9ª Sinfonia, 2º movimento da 2ª Sinfonia, Quarteto de cordas Op. 130, sonatas piano
Schubert – Quinteto para cordas, Sinfonia nº 6, Sonata piano nº 21
Berlioz – Sinfonia Fantástica
Bruckner – Sinfonia nº 4
Brahms –Concerto violino e violoncelo, Réquiem alemão, Quinteto clarineta, Concerto piano nº 1
Tchaikovsky – 5ª Sinfonia
Mahler – Sinfonias nos. 1, 5 e 8
Richard Strauss – Sinfonia Alpina
Dvorak – Sinfonia nº 8, Stabat Mater
Carl Orff – Der Mond
Sibelius – Concerto violino, Sinfonia nº 5
Shostakovich – Sinfonia nº 7, Leningrado
Villa-Lobos – Bachianas nº 1
Nepomuceno – Sinfonia em Sol menor

Pra vocês um bom concerto.
Até a próxima,
Maestro Adriano Machado

7 de julho de 2009

OUVINDO MUSICA CLASSICA EM TRÊS ETAPAS


Ouvindo música clássica – 2ª Etapa Com a volta do ensino musical nas escolas, que já está sendo feita de forma gradual, e que terá implantação integral prevista para 2011, os brasileiros terão a oportunidade do contato com esta maravilhosa arte já na infância, e o que é mais importante, aprender fundamentos musicais junto com a alfabetização. Está é a melhor fase da vida para o aprendizado musical. A capacidade da retenção e entendimento das coisas que se aprendem neste período da infância é altíssima. Isso exigirá dos governos muita pesquisa e sabedoria na escolha e aplicação da metodologia de ensino musical, para que esta não seja apenas mais uma matéria a contar no currículo, mas a grande oportunidade de termos uma geração que represente a identidade cultural do nosso país.Com o ensino haverá respeito pelos nossos costumes, nosso folclore, nossa música. Criaremos um geração que poderá transpor limites e fronteiras através da nossa própria cultura. Muita gente ainda pensa que que a música deve ser estudada ou aprendida quando se quer tê-la como profissão, mas isto é um equívoco, pois na prática da música as pessoas se concentram em pequenos detalhes por um longo período de tempo. Há também o desenvolvimento do sistema nervoso, do autocontrole, de atos reflexos, melhora no tempo de reação diante de imprevistos. As coisas que se aprendem com a música podem ser usadas sempre em qualquer área ou profissão.Faço então a lista da segunda etapa, que requerem uma certa iniciação (ouvir músicas da primeira etapa, que propus na edição passada). Nesta segunda etapa aquela pesquisa que mencionei é muito importante, e a atenção aos sons instrumentais tentando defini-los tentando defini-los ao ouvir.Nesta fase pratiquem este exercício, tentem ouvir o som violino, o som do oboé, do clarinete.... se concentrem nos detalhes.

A 2ª lista:

Haendel – Water Music, Royal Fireworks.

Bach – Concertos de Brandenburgo

Haydn – Sinfonias nos. 94 (Surpresa), 100 (Militar)

Mozart – Sinfonia Jupiter, Concerto para piano nº 20, Concerto para clarinete e orquestra, Concertos para Trompa e orquestra.

Beethoven – Sonata Appassionata, Trio Arquiduque, 5ª Sinfonia, Sinfonia Pastoral n.6, Concerto Imperador para piano e orquestra.

Schubert – Sinfonia Inacabada, Sinfonia nº 9, Quinteto A Truta.

Berlioz – Sinfonia Fantástica, Haroldo na Itália.

Mendelssohn – Concerto para violino, Sinfonia Italiana

Chopin – Concertos piano, sonatas

Liszt – Prelúdios, Concerto para piano

Vieuxtemps – Concertos para violino

Viotti – Concertos violino

César Franck – Variações sinfônicas

Brahms – Concerto violino, Abertura festival acadêmico,

Tchaikovsky – Abertura 1812, Concertos piano e violino.

Weber – Concertos clarineta

Wagner – aberturas

Borodin – Quarteto cordas

Rimsky-Korsakov – Abertura Páscoa Russa

Smetana – Minha Pátria (Ma Vlast)

Dvorak – Sinfonia dó Novo Mundo, Concerto violoncelo

Debussy – Prélude à l’après-midi d’um faune

La Mer

Sibelius – Finlândia

Lalo – Sinfonia Espanhola

Respighi – Os pássaros,

Pinheiros e Fontes de Roma

Milhaud – Le Boeuf sur le Toit

Gershwin – Rhapsody in Blue

Copland – El Salón Mexico

Prokofiev – Sinfonia Clássica

Shostakovich – Sinfonia nº 5

Britten – Simple Simphony para cordas

Até a próxima,

Maestro Adriano Machado

19 de junho de 2009

OUVINDO MUSICA CLASSICA EM TRÊS ETAPAS


1º ETAPA

Ouvindo musica clássica

Nestes últimos meses tive a oportunidade de compartilhar com vocês a minha paixão pela música, e no meu caso principalmente a música chamada de clássica. Desde cedo tive a oportunidade de ouvir, conhecer, e inclusive estudar um instrumento. Poucos tem esta mesma sorte, porém é possível a qualquer momento entrar neste universo da música de concerto, mesmo não conhecendo detalhes técnicos sobre o assunto.Lembro que adorava quando menino a trilha sonora de um comercial das Bolachas Triunfo, uma das mais belas melodias já escritas, o concerto pra violino e orquestra em Ré maior do compositor russo Peter Tschaykovski. A partir daí passei a ouvir tudo com mais cuidado, e procurava sempre ouvir a obra toda.Sempre que você gostar de um trecho musical, anote, pergunte aos amigos, procure saber de qual obra este trecho musical pertence, e procure ouvir a obra toda. Pode ser parte de uma sinfonia, então ouça ela toda, informe-se sobre o compositor, período da obra, etc. Procure saber detalhes que possam lhe aproximar mais da mensagem que o autor queria passar.Lembre-se do que disse o Rei ao coelho em Alice no país das maravilhas: “Comece no começo, vá até o final. Ai, pare”.Só assim começará a apreciar de verdade este estilo musical.Concordo que cada um busque seu próprio caminho na iniciação musical, mas tenho que admitir que não é tão fácil assim. Vários programas na TV, principalmente os da TV Cultura, fazem propostas interessantes em termos de repertório musical a se ouvir, muitas vezes são belas obras, mas com complexidade técnica muito grande, obras experimentais, que são interessantes para uma parcela muito pequena de ouvintes.Resolvi então classificar o repertório de forma um pouco mais simples, permitindo assim uma iniciação mais fácil na música, em três etapas, em relação ao que considero importante, e essencial para se ouvir.Nesta edição faço uma primeira lista de obras que considero ser da primeira etapa, e podem ser ouvidas a qualquer momento.

Albinoni – Adágio

Corelli – Concerto de Natal

Pachelbel - Cânone

Vivaldi – As 4 estações (concertos para violino)

Bach – Tocata e fuga em ré, Jesus Alegria dos Homens

Bocherini – Quinteto

Mozart – Serenata Noturna

Beethoven – Pour Elise; Sonata ao Luar; Romances para violino

Mendelssohn – Trechos do Sonho de uma Noite de Verão

Chopin – Alguns noturnos e prelúdios

Liszt – Sonho de amor, Rapsódia húngara

Brahms – Danças húngaras

Tchaikovsky – trechos dos balés, Capricho Italiano

Johann Strauss – Valsas

Rimsky-Korsakov – Scheherazade, Capricho Espanhol

Rachmaninov – Concerto piano nº 2

Carl Orff – Carmina Burana

Villa-Lobos – Prelúdios, Ária da Bachianas nº 5

Ouçam, pesquisem, comentem e aproveitem.

Até a próxima,

Maestro Adriano Machado

15 de junho de 2009

EMBARQUE E NAVEGUE COM A MÚSICA


MUSICA - EMBARQUE E NAVEGUE Muitos fizeram e ainda e ainda fazem esta comparação – “A música com o Mar” A música nos convida a embarcar numa navegação de curso indefinido, como as águas que nos separam e nos unem para fora e para dentro de nossa própria intimidade.É o mar de João Bosco e Elis Regina, da sabiá de Chico Buarque e Tom Jobim, das águas calmas da nascente, e as turbulentas correntezas do Rio Moldávia, descrita na música de Smetana.Muitos são os motivos da comparação, de físico a espiritual, emocional a cerebral, entre outros. O fato é que por uma simples nota é impossível conhecermos a totalidade da mais breve obra musical.Diferentemente de outras artes, na música precisamos estar dispostos a navegar, ouvir mais do que uma “gota” de som, se queremos enxergar sua totalidade. Estou dizendo que, para você entender do que se trata a música pede que você ouça uma frase, mais uma, mais uma, e então algo começa a se formar, e seus sentidos passam a se interagir.Quando você passa rápido por uma escultura, quando olha rápido num quadro, pode de pronto já dar uma opinião. Se gosta ou não, se é colorido demais ou não, se as formas da obra de arte fazem sentido ou não, e até se passam algo pra você ou não. Independente do embasamento que tenha, sua opinião sobre as obras pode ser dada.Isto ocorre porque a arquitetura, a escultura e a pintura depende do espaço para existir; a música depende do tempo.Há necessidade de atentarmos para este dado necessário para a existência da música, o tempo.Da mais simples à mais rebuscada e trabalhada música, de certo modo, uma história é contada, e devemos estar atentos do começo ao fim.Também é por isso que o mundo da música, dentre as artes, é o mais demorado para se penetrar. Mas por ser a arte do tempo, também é a que mais se identifica com o ser humano, que tem no mundo atual o tempo como fator primordial de sua vida. A música de certa forma nos ajuda a diminuir angustias causadas pelo rápido passar do tempo e muda o nosso foco com o tempo que se escoa.Onde quer que estejamos a música faz parte de nossas vidas, e às vezes mais do que queremos, e quanto mais gostamos de música, mais nos deleitamos com o silêncio.Ao nos permitir navegar nas ondas da música, poderosamente somos levados à lugares onde podemos nos sentir abençoadamente solitários e únicos. Da respiração do canto à sensualidade do som de um violoncelo, como no mar, temos na música liberdade, sonhos e anseios que podemos conquistar.

Ao ouvir uma música, seja bem vindo a bordo, e boa viagem.

Maestro Adriano Machado

"Quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto ao mar".

Sophia Andresen

31 de março de 2009

Mural de Fãs com novas fotos



Se você quer postar sua foto com o Adriano aqui,por favor mandar para o email: fernanda@maestroadrianomachado.com

11 de março de 2009

Música para o Coração

Música para o Coração

Parece mais um título de CD com músicas românticas; e na verdade poderia ser, mas aqui faço referência a mais um benefício que a música nos proporciona.

Um estudo feito por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland comprova que 

“ouvir suas músicas preferidas faz bem ao sistema cardiovascular”.

Sabemos que emoções positivas são boas para a saúde vascular, mas a pergunta lógica era se outras emoções, provocadas, por exemplo, pela música, tinham o mesmo efeito.Segundo a pesquisa ao escutarmos uma música que nos deixa feliz o diâmetro dos vasos sanguíneos é ampliado em 26%, enquanto a música estressante faz os vasos encolherem 6%.

Concluímos que a música em suas variadas formas e aspectos, se bem aplicadas trazem vários benefícios ao cérebro humano, que desenvolvendo mais concentração, otimiza atividades, controla emoções, previne atitudes, etc. Beneficiam então diretamente a saúde, melhorando seu rendimento em todas as áreas, tanto sociais como no trabalho.

Segundo pesquisadores a via auditiva, ao contrário de todos os outros sistemas sensoriais, tem um relé a mais. As fibras auditivas não são afetadas pelos anestésicos, de modo que elas continuam a transmitir os sons. Em outras palavras: Nunca paramos de ouvir!”

Num dia agitado de trabalho, principalmente quando somos obrigados a percorrer grandes centros urbanos, uma bela música dentro do carro com os vidros bem fechados, com certeza é um grande refúgio.

Alguns anos atrás ao visitar uma mulher idosa que havia sido hospitalizada e estava muito ansiosa enquanto esperava o momento de fazer uma tomografia computadorizada, esperando diminuir-lhe o nervosismo,

emprestei a ela meu walkman com uma fita de música barroca. Em poucos minutos a respiração dela ficou mais lenta, a cor voltou ao seu rosto e sua atitude de pânico e medo transformou-se em serenidade.

A música lida com um material extremamente profundo, e a maioria das pessoas que tocam não percebem isso. Quem sabe esta percepção seja mais um dos aspectos que diferenciam os “artistas” das pessoas que tocam. Veja a definição de Arte:

ARTE - geralmente é entendida como a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepção, emoções e idéias, com o objetivo de estimular essas instâncias de consciência em um ou mais espectadores.

Muitas vezes ouvir é um belo segredo. O artista ouve muitas coisas, algumas impossíveis, como por exemplo, olhar a partitura musical e ouvir a música lá escrita, como se dentro dela alguém tocasse. Caminhar na rua, tocando apenas mentalmente, para não se deixar interromper. Quem pode tirar isto de um artista?

Percebo a grande responsabilidade do músico. O que seria do mundo sem a música. Ela está em todos os lugares.

A música agradável pode ajudar você, trazer benefícios para o seu coração. Transforme seus batimentos cardíacos em batimentos cardiomusicais.

A boa música nunca se engana, e vai direita, buscar ao fundo d’alma o desgosto que nunca devora.” (Sthendal)


Maestro Adriano Machado